Luciano Garcez

Nascido em 1972 no ABC paulista, Luciano Garcez é poeta, dramaturgo, compositor, cancionista, roteirista e maestro. É Mestre em Composição e Poesia pela UNESP e UNIRIO. Seu trabalho de música erudita e popular está distribuído em CDs pelo Brasil e Europa, gravada por diversos intérpretes e selos. Lançou seus livros de Poesia “Salutz a Uma Dama Moura” em 2010; “As Cidades Cediças” em 2012; um trabalho inédito e autoral de “Heteronímia-em-Vida”, “A Mais Atada à Tua Palavra – O Caderno de Mariana L, Em Mãos, Seguido de Avulsos do Poeta B.”, em 2014; sua sátira-ópera em e-book “L´Ascension ou o Cristal do Milagre Chinês”em 2015, seu drama-lírico “Vocalises ou Despetalar-se”, em 2016, e o segundo livro de seu Heterônimo Mariana L, “Kleine Faust”, em 2017.  Seu CD autoral de canções “You Are The Trickster” foi lançado, também, em 2012 – todos trabalhos elogiados por nomes como Haroldo de Campos, Eduardo Navarro, Augusto de Campos, Claudio Willer, Walter Franco, Florivaldo Menezes, Roberto Bicelli, Guinga, Flo Menezes e José Miguel Wisnik, entre outros. Fundou a editora/revista eletrônica Palavroando em 2017, onde as diversas linguagens artísticas se encontram.  Sua obra, o autor a define como sendo “Mitopoética” e “Pluridimensional”, onde “Tempos, estilos, épocas e gêneros se misturam com a mesma elegância abstrata dos temas tão difusos que se organizam em uma banca de jornal, ou nas páginas/vaginas de luz e links imantados pela Internet”.

Anderson Lucarezi

Formado em Letras e mestrando em Tradução pela USP, Anderson Lucarezi é poeta e tradutor. Lançou, em 2012, Réquiem (Editora Patuá), livro vencedor do Programa Nascente USP 2011. Quatro anos depois, lançou Constelário(Editora Patuá). Em 2017, publicou, em parceria com Lucas Zaparolli de Agustini, Gravuras Japonesas (Editora Benfazeja), tradução integral e ilustrada de Japanese Prints (1918), obra do poeta norte-americano John Gould Fletcher. Além disso, publicou traduções de poesia em revistas como Zunái e Escamandro. Dedica-se, no momento, à tradução de Hart Crane, poeta de Ohio.

Roberto Bicelli

Nascido em São Paulo, Roberto Bicelli é formado em Letras, com especialização em Literatura Brasileira e em Gestão Cultural.  Exerceu o magistério de 1975 a 1984, quando começou seu trabalho de gestão cultural na Fundação Nacional de Artes- Funarte. Publicou: Antes que eu me esqueça, poesia. (SP: Feira de Poesia, 1977), O Colecionador de Palavras, romance juvenil. (SP: Contexto, 1987), e Ego Trip, diário de viagem. (SP: Virgiliae, 2011). Pretende ter em si três séculos bem vividos de poesia: o 19, quando estava no ginásio e colégio e era clássico, romântico, barroco e quase nada parnasiano; o 20, quando ficou modernista no último mês do colegial e depois futurista, surrealista, beat, pop, e o século 21 onde surfa na Geléia Geral.

Alexandre Koji Shiguehara

Paulistano, é doutor em Literatura Brasileira (2016) pela USP, com a tese Exílio íntimo: leitura da poesia de Dante Milano. É também autor de Ao longo do rio: João Cabral e três poemas do Capibaribe (Hedra, 2010), livro concebido a partir de sua dissertação de mestrado, defendida na mesma instituição.
Atualmente é funcionário da Representação Regional da Funarte (Fundação Nacional de Artes) em São Paulo.

Whisner Fraga

Whisner Fraga é sagaz escritor mineiro de Ituiutaba e engenheiro mecânico. Participou das coletâneas Os Cem Menores Contos do Século, organizada por Marcelino Freire e Geração Zero Zero, de Nelson de Oliveira. Autor, entre outros, dos livros A Cidade Devolvida (7Letras, 2005); Abismo Poente  (Ficções, 2009); Sol Entre Noites (Ficções, 2011), Lúcifer e Outros Subprodutos do Medo (Penalux, 2016), e A Verdade É Apenas uma Versão dos Fatos (Penalux, 2018).

HETERÔNIMOS

Titia Hepsy

Titia Hepsy é uma personagem citada por Ezra Pound para ilustrar a seguinte passagem de uma obra teórica sua: “acabar por escolher uma poesia por ser espirituosa ou porque a tia Hepsy gostava dela, a não ser que ela possa conter uma invenção ou uma contribuição precisa para a arte da expressão verbal”…. Titia, incomodada por tamanha difamação escrita sobre a qualidade de seu gosto estético, resolveu dar as caras à tapa aqui nesta revista, a pedido de Gertrude Stein, que a incitou a “ser ela mesma” no que escrevesse, para demonstrar com quantas vaginas se faz uma canoa.
Titia diz: tolerem-me – com minhas flores malditas e meu espírito feito gume-perfume.

André Florestan Küster

André Florestan Küster, São Caetano do Sul, SP, (1972), é músico e escritor. Estudou clarinete e harmonia na Fundação São Caetano, e formou-se em Direito pela USP, nunca exercendo o oficio. Atuou como crítico musical em diversos jornais e revistas, como “A Gazeta de Dois Mundos”, “Outras Vozes” e “Cidade Múltipla”. Tendo aulas particulares de regência e contraponto com o maestro Luciano Garcez, regeu vários grupos musicais, dentre eles a “Banda Jovem de Leipzig” e o “Coral do Instituto Brasil-Áustria”. Como escritor, participou de diversas coletâneas de contos fantásticos e poesia, e é autor de um único livro de poemas, que ganhou o prestigioso prêmio Henrich Heine, quando traduzido para o alemão: “Träumerei”, de 2010. Junto com seu antigo professor, Luciano Garcez, criou a revista e editora “Palavroando”, em 2017. Atua também, no momento, como vice-diretor artístico do Teatro de Hiperianópolis, em São Paulo.

Sílvio Romário

Sílvio (Cândido) Romário (1956) é filho de Radamanto Romário Neto, famoso higienista do crematório de Vila Alpina, em São Paulo, apesar de Sílvio ter nascido em Bugre, MG. Formou-se em farmácia na década de 70 e foi exilado na mesma leva que o cartunista Ziraldo. Voltando ao Brasil na anistia, passou a se dedicar à literatura, publicando romances neorregionalistas, dos quais se destacam Capiberibe Brabo e Moça Dor – Vestido de Flor. Compôs com Geraldo Vandré um Hino a Gonçalves Dias, que tinha por início a seguinte paródia:“Fui Bravo/ fui forte/ Maranhão é meu norte/ meu canto, (que sorte!)/ herdeiros ouvi”, dedicado ao maior político-literato do Brasil. Autodidata em literatura, é conhecido por seus polêmicos ensaios e críticas sobre a cultura, nos quais se percebe um pendor higienista sobre as atitudes dos mortos – mesmo que vivos eles – herdado do pai.

Mariana L

Mariana L, que assina literariamente Mariana L., nasceu do Rio de Janeiro, em 1988. Tendo antepassados russos, alemães e um avô que fora poeta diletante e a incentivou desde menina a escrever, já aos doze anos obteve um prêmio de dramaturgia com a peça “Carlo, o Construtor”, baseada na vida do compositor renascentista Gesualdo da Venosa. Dos 10 aos 17 anos, traduz Hölderlin, Anna Akhmátova, Marina Tsvetaeva, Pushkin, Kleist, Flaubert e toda a escura poesia da Décadence Française. Cursou dois anos de Filosofia na USP, logo passando para o curso de Letras da Universidade de Albstadt-Sigmaringen, na Alemanha. Trabalha como tradutora e professora de Línguas, e vive entre São Paulo e Rio. Publicou em revistas como a Germina e a Revista de Artes da Kazuá. Lançou, em dezembro de 2014 pela Editora Kazuá, seu livro “A Mais Atada à Tua Palavra – O Caderno de Mariana L., em Mãos, Seguido de Avulsos do Poeta B”, que tem a organização, prefácio e posfácio do poeta Luciano Garcez. Ainda com a participação de Garcez, lançou em 2017 o seu segundo livro de poesia, “Kleine Faust”, pela Editora Multifoco.

Eusébio de Mattos

Eusébio de Mattos (Anziolli), Vila Mariana, SP, (1962), formou-se em Filosofia pela PUC de São Paulo, e concluiu seus estudos em Literatura Comparada pela Université Lyon 2. Participou de movimentos neo-contraculturas e escreveu para várias revistas literárias do Brasil, França e Bélgica. Trabalhou no Instituto Grécia-Brasil como Gestor de Projetos Culturais. Tradutor e ensaísta, foi responsável por transcriações de Anacreonte, Paul Celan e Píndaro. Faleceu de Aids, em 2008, de uma pneumonia que o acometeu enquanto viajava pelos Pirineus. Publicou apenas dois livros autorais em vida: “Uma Viagem Sentimental (2005)”, prosa descritiva de acentuado tom autobiográfico, e o livro de poemas “Dos Ópios (2007)”, que lhe valeu elogios de parte da crítica literária paulista.